O que é a doença de Alzheimer?

A doença de Alzheimer é uma doença degenerativa e a principal causa de demência entre os idosos portugueses. Não possui cura, mas que atualmente pode ser tratada de modo a reduzir os sintomas e proporcionar alguma qualidade de vida ao idoso e à sua família. Fique a conhecer mais sobre esta doença que afeta já cerca de 100 mil pessoas em Portugal.

No que consiste a doença de Alzheimer?

Mais especificamente, esta é uma doença neurodegenerativa que provoca o declínio e eventual perda das funções intelectuais e mais tarde também das atividades motoras mais simples. A evolução da doença tem um impacto profundo no quotidiano do idoso e da sua família, uma vez que a capacidade de aprendizagem, atenção, orientação, compreensão e linguagem, é grandemente afetada. A doença não tem cura e as suas causas são ainda pouco conhecidas. Surge normalmente em pessoas com mais de 60 anos, mas existem alguns casos de jovens que desenvolvem o mal de Alzheimer.O que é a doença de Alzheimer?

Quais os sintomas?

Por ser uma doença degenerativa, os primeiros sintomas são ligeiros, tendendo a agravar-se ao longo dos anos. Inicialmente o idoso começa por ter falhas de memória, principalmente de factos passados recentemente (a chamada memória de curto prazo), sintoma normalmente confundido com problemas da idade ou stresse. A pessoa pode também estar um pouco mais apática e com alguma desorientação de tempo e espaço, ou seja sem saber onde está ou em que ano está. Com o avançar da doença, estes sintomas agravam-se e surgem outros, como a confusão mental, falhas de linguagem, agressividade, perda de memória a longo prazo, dificuldades de coordenação. Na fase terminal da doença, o idoso torna-se totalmente dependente de terceiros.

Como prevenir a doença de Alzheimer?

Nos estudos realizados até hoje, não existem provas concretas de que determinadas ações possam prevenir a doença, mas acredita-se que alguns fatores estão relacionados com a probabilidade de vir a desenvolver o mal de Alzheimer: a alimentação, o risco cardiovascular e atividades intelectuais. Uma alimentação rica em vegetais, fruta e cereais, azeite e peixe está associada a um menor risco de desenvolver a doença. Assim como baixos níveis de colesterol, hipertensão, diabetes e consumo de tabaco. Crê-se ainda que as atividades intelectuais, como a leitura, a escrita, os jogos de tabuleiro, os jogos como sudoku ou palavras cruzadas podem atrasar o início da doença e a sua gravidade.

O papel da família

Ainda sem cura, a doença de Alzheimer tem, no entanto tratamento, que pretende principalmente minimizar os sintomas e retardar o agravamento, de forma a proporcionar alguma qualidade de vida ao idoso e à sua família. A família do doente tem um papel fulcral durante todo o desenvolvimento da doença, mas passa também por um momento difícil da dinâmica familiar, uma vez que o idoso exige muita atenção e disponibilidade da parte de todos. Com o avançar da doença, aumentam as dificuldades tanto para o idoso como para os familiares que têm de lhe prestar auxílio até nas tarefas mais básicas do dia a dia, como vestir-se ou ir à casa de banho, além de ter de lidar com irritabilidade, desorientação e falhas de memória. É importante que a tarefa de cuidar do idoso seja repartida, de forma a não exigir demasiado esforço de um só familiar. É essencial falar com o médico que acompanha o idoso e esclarecer todas as dúvidas, assim como pedir aconselhamento. Existem mesmo programas de cuidados de idosos com Alzheimer, onde os cuidadores e/ou familiares podem esclarecer dúvidas e aprender mais sobre a doença.

 

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